O que é inovação?

Entenda qual é o verdadeiro significado de inovação e como ela pode gerar valor para o seu cliente e alavancar o seu negócio. Atrelar inovação a novas tecnologias ou invenções (algo completamente novo), é algo muito comum. Mas, o real significado de inovar é mais simples do que se imagina!

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É a geração de valor a necessidades reais, atendendo a uma demanda específica, aprimorando um produto ou serviço ou resolvendo um problema. 

Ou seja, não precisa se tratar de uma novidade, nem estar atrelada à tecnologia, apenas que seja essencial e efetiva na prática, para o negócio e para as pessoas. Ela pode ser aplicada a produtos, serviços, processos ou no próprio modelo de negócio.

Inovar não está associado apenas a descobertas brilhantes, isso é, na verdade, o que chamamos de invenção. É o que ocorre quando algo novo é descoberto, podendo estar relacionado com produtos ou serviços.

Resumindo, inovar não é simplesmente ter uma ideia que ninguém teve antes, ela precisa ser realmente aplicável, atendendo às dores do seu cliente. Muitas vezes, pode partir de um serviço que você já tenha ou de um produto que já exista no mercado. Trata-se de melhorar a forma como fazemos o que fazemos.

A ciência já existia antes de Albert Einstein, assim como já havia o computador antes de Steve Jobs.  Mas, eles conseguiram pegar aquilo que já existia e melhorar e, hoje, são grandes referências quando falamos em inovação. E se eles conseguiram, você também pode!

Por que inovar?

Falar em inovação logo nos remete a ideia de se destacar no mercado e vencer a corrida contra a concorrência. Mas, trata-se muito mais de aprimorar o próprio negócio do que focar 100% no que os outros estão fazendo e tentar ser melhor. 

As empresas que adotam a inovação na sua cultura organizacional tornam-se muito mais ágeis para identificar quais são as tendências do momento e as demandas trazidas por elas, para criar soluções criativas a partir disso e, claro, gerar resultados.

Implementar a inovação como estratégia de negócio, abordando a ideia de se auto superar, atentar-se às necessidades da vida moderna e se abrindo para a criação de novos mercados, automaticamente ganha vantagem competitiva.

É claro que isso exige muito estudo do próprio segmento atuante, consumidores, conhecimento de processos e entendimento e foco na inovação de valor.

Veja esse exemplo de inovação. O produto Band-Aid inovou quando percebeu que seus consumidores costumavam cortar o curativo, para que ele ficasse menor e se adaptasse em partes do corpo que não necessitavam do tamanho original, bem como outros usuários necessitavam de mais que uma unidade e usavam dois ou três deles. Dessa forma, criaram um produto com variações de tamanho, para assim atender à demanda e aumentar seu leque de produtos nas prateleiras. Não é muito legal isso?

Inovação de valor

A Inovação de valor é um conceito criado por W. Chan Kim e Renée Mauborgne, autores do Best-Seller A estratégia do Oceano Azul (Editora Elsevier, 2005). 

A obra foi escrita a partir de uma pesquisa que estudou 150 negócios de mais de 30 segmentos que foram bem-sucedidos na criação de novos mercados, além daqueles que não tiveram bons resultados. Os autores analisaram os padrões utilizados pelas empresas que focam em criar novos mercados e aquelas que preferem competir nos já existentes.

O oceano azul é uma metáfora que representa aqueles setores ainda não existentes, um mar de possibilidades desconhecidas onde é possível navegar sem a preocupação constante de vencer a concorrência. 

Os autores apresentam também o oceano vermelho que, por sua vez, representa metaforicamente os setores já existentes, onde as águas têm essa tonalidade, pois estão manchadas pelo “sangue” das disputas de empresas rivais. 

No oceano vermelho o foco está sempre na superação dos concorrentes, utilizando estratégias de redução de custos, diferenciação e enfoque. Enquanto isso, no Oceano Azul a atenção está em desbravar novos mercados e criar novas possibilidades para demandas que talvez ainda estejam inconscientes e invisíveis aos olhos óbvios da humanidade, fazendo da competição algo irrelevante. 

A Inovação de valor é vista como a pedra angular dentro da estratégia do oceano azul. Nessa perspectiva, o negócio busca entender o que gera valor para o seu cliente, criando as suas próprias regras de mercado.

Para além da criação de novos produtos ou serviços, nesse modelo, o cliente precisa enxergar o benefício do que ele está adquirindo. Ou seja, você não entrega apenas algo novo, entrega valor para as pessoas.

Voltando ao que falamos sobre o conceito de inovação, trata-se de entregar ao cliente algo que realmente mostre um propósito, seja na promoção da qualidade de vida, do bem-estar, na economia de tempo, maior praticidade, etc.

Os supermercados, empórios e vendas de bairro inovaram com um método prático e muito simples que vendem frutas já descascadas e picadas, muitas vezes até sem caroços, prontas para consumo. Para muitas pessoas, pode parecer algo fútil, mas para uma outra parcela isso significa economia de tempo, praticidade, maior liberdade para consumir o produto independentemente de onde ela estiver, redução na geração de resíduos, desperdício (no caso de a pessoa morar só e não conseguir consumir uma melancia ou abacaxi inteiro, por exemplo), dentre muitas outras possibilidades. Essas vantagens fazem com que ela opte por este produto mesmo que o valor investido seja mais alto.

Abaixo, outro clássico exemplo de inovação de produtos é embalar o que seria vendido a granel. isso facilita a vida do consumidor nos mesmo quesitos acima, principalmente na redução de tempo e praticidade no momento de compra.

Criar combos também é uma forma de inovar. A maioria dos consumidores gosta de seguir uma demanda já “testada e aprovada” ou sugerida pelo próprio estabelecimento. 

Veja por você mesmo quando visita aquelas várias e famosas redes de fast food e nem quer ver o cardápio, mas as opções já montadas e sugeridas de combos que contemplam entrada + prato principal + acompanhamento + bebida + sobremesa, que ainda garante um desconto. 

Tipos de inovação 

Vamos esmiuçar ainda mais o conceito para que você saia desse artigo com um mindset inovador, abrindo-se para as novas possibilidades que o oceano azul pode te apresentar.

A inovação pode ter diferentes tipos, ocorrendo:

Em produtos

Quando um novo produto é lançado — ou melhorado — para atender uma necessidade peculiar, aperfeiçoando a experiência do usuário. 

No ano de 1989, a empresa Grid Systems já havia lançado um modelo de pen computer com características semelhantes aos dos tablets atuais, mas somente com o iPad é que esse produto ganhou valor e se tornou relevante, pois se adaptou aos possíveis interesses e desejos dos consumidores.

Em serviços

Segue a mesma lógica, já que é possível criar novos serviços ou adaptar/melhorar os já existentes. 

Um exemplo muito conhecido desse tipo de inovação é a UBER, que passou a oferecer um serviço já existente que é o transporte, porém com a facilidade de o usuário poder chamar o veículo pelo app, inclusive, tendo informações da classificação do motorista, conforme opinião de outros usuários.

Em modelos de negócios

Quando uma empresa cria uma lógica de funcionamento nunca usada antes, isso implica na gestão como um todo, incluindo recursos, parcerias, relacionamento com o cliente, canais, custos, segmentos de mercado e proposta de valor. 

Um exemplo é a AirBnB que se transformou no maior fornecedor de hospedagem, sem mesmo ter nenhum hotel, apenas fazendo o intermédio entre proprietários e pessoas que buscam por hospedagem, levando uma taxa em cima disso.

Em processo

Quando são adotados novos métodos para um processo operacional. É um modelo de inovação que impacta na produtividade, custos e na qualidade do produto ou do serviço final.

Um dos modelos mais famosos desse tipo de inovação é a criação da produção de veículos em série por Henry Ford, que permitiu que vários funcionários trabalhassem ao mesmo tempo, revolucionando a forma de produzir e a quantidade produzida pela Ford.

Em organização

Trata-se de implantação de nova cultura organizacional, que pode partir de um novo organograma, novos métodos de gestão e novo mindset. 

Um exemplo muito famoso é o do McDonald ‘s que criou cozinhas para realização de testes, onde times com funcionários de diversos níveis hierárquicos podem fazer testes de combinação de sanduíches e outros preparos, permitindo o uso da criatividade de cada um para produzir coisas novas.

Em comunicação

Muda-se a forma como a empresa se comunica com seu público-alvo para gerar proximidade e mostrar valor. Aqui entra muito o que chamamos de humanização de marca. 

Um exemplo clássico é a comunicação da Coca-Cola, que não vende apenas refrigerantes, mas felicidade.

Em marketing

Quando o negócio cria estratégias para melhorar seu posicionamento no mercado, deixando isso claro para o cliente, envolve estratégias que vão desde o estudo da persona até a distribuição do seu produto ou serviço. 

Aqui podemos citar a Havaianas, que nem sempre foi tão reconhecida, mas conseguiu passar de um artigo básico e sem estilo para um objeto de desejo. Tudo isso por meio do reposicionamento de marca. O processo foi feito com o uso de diferentes estratégias, dentre elas, as mais importantes foram o lançamento das Havaianas Top e a mudança na sua forma de se comunicar, passando a valorizar o consumidor e não o produto em si.

Em qual oceano você quer navegar?

Agora que você já compreendeu que a inovação é muito mais acessível do que pensava, é momento de decidir em qual oceano seu negócio vai navegar.

Se está disposto a aprimorar as suas estratégias para encontrar o mar azul onde as possibilidades fluem, a Conteúdo Conecta pode te ajudar a mostrar para o seu cliente o valor do seu negócio para o seu público-alvo.

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